'Não é preciso um Deus para criar o Universo', diz Hawking
Cientista britânico polemiza papel da religião na criação do universo em seu novo livro
MADRI - Em seu mais recente livro, "The Grand Design" (O Grande Projeto, em tradução livre), o cientista britânico Stephen Hawking, afirma que "não é preciso um Deus para criar o Universo", pois o Big Bang seria "uma consequência" de leis da Física.
"O fato de que nosso Universo pareça milagrosamente ajustado em suas leis físicas, para que possa haver vida, não seria uma demonstração conclusiva de que foi criado por Deus com a intenção de que a vida exista, mas um resultado do acaso", explicou um dos tradutores da obra, o professor de Física da Matéria Condensada David Jou, da Universidade Autônoma de Barcelona.
Há 22 anos, em seu livro "Uma Nova História do Tempo", Hawking via na racionalidade das leis cósmicas uma "mente de Deus". O cientista inglês acredita agora que as próprias leis físicas produzem universos sem necessidade de que um Deus exterior a elas "ateie fogo" às equações e faça com que suas soluções matemáticas adquiram existência material.
Assim, aquela "mente que regia nosso mundo" se perde na distância dessa multiplicidade cósmica, segundo o tradutor.
Hawking admite a existência das equações como fundamento da realidade, mas despreza se perguntar se tais equações poderiam ser obras de um Deus que as superasse e que transcendesse todos os universos.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,nao-e-preciso-um-deus-para-criar-o-universo--diz-hawking,639475,0.htm
07/12/2010
01/12/2010
Isso não é um condor
Outro dia, por ocasião da morte do diretor Dino de Laurentis, resolvi rever um de seus filmes que é um clássico, os “Três Dias do Condor”. O filme continua ainda atual. Não só porque os assassinatos e conspirações ocorrem em torno da disputa do controle de petróleo no oriente médio, mas por causa do final anticlimático em que o protagonista tenta intimidar o agente da CIA informando que havia denunciado todo o esquema para um jornal, ao que o agente responde: como você sabe se irão imprimir a matéria?
Se essa pergunta poderia causar surpresa e espanto em 1975, certamente não o faria hoje. Enquanto na guerra do Vietnã os jornalistas mandaram para casa fotos dos horrores da guerra ajudando a pôr fim no conflito, agora, na última guerra, participaram a bordo dos tanques estadunidenses, exaltando a guerra como se fosse uma aventura emocionante. Na guerra de informações entre os povos e os governos, o jornalismo tradicional mudou definitivamente de trincheira nas últimas décadas.
Os recentes vazamentos dos crimes de guerra americanos e, agora, das notas diplomáticas pelo site wikileaks mostra definitivamente que o protagonismo da divulgação de informação já se moveu da imprensa tradicional para o mundo em rede. Julian Assange, o criador do site, já vem sendo perseguido por agências de segurança que tentam descobrir e intimidar colaboradores do site. Muitas das notas que estão vazando dizem respeito ao Brasil, mas falta ainda uma grande história como a dos filmes antigos.
Talvez os thrillers modernos sejam diferentes, precisem de conspirações religiosas, como do Código Da Vinci. Então o próximo vazamento será algo assim: um embaixador brasileiro, conhecido por não gostar muito de mulheres, surpreende seus amigos com a notícia de seu casamento e uma lua de mel em Paris. A lua de mel é um pretexto para uma operação secreta em território europeu, envolvendo a maçonaria e seitas ocultas, para mover para o Brasil uma relíquia religiosa muito disputada ao longo dos séculos: o sagrado prepúcio de Jesus. A relíquia foi dada pelo imperador Carlos Magno ao papa no ano 800, tendo mudado de mãos várias vezes e, pela última vez, roubada em 1983 na cidade de Calcata, Itália. A conspiração se aprofunda com agentes da Opus Dei se associando ao cunhado de um amigo do embaixador e se mudando para ser vizinho de outro amigo dele. O caso promete suspense e grandes reviravoltas.
Se essa pergunta poderia causar surpresa e espanto em 1975, certamente não o faria hoje. Enquanto na guerra do Vietnã os jornalistas mandaram para casa fotos dos horrores da guerra ajudando a pôr fim no conflito, agora, na última guerra, participaram a bordo dos tanques estadunidenses, exaltando a guerra como se fosse uma aventura emocionante. Na guerra de informações entre os povos e os governos, o jornalismo tradicional mudou definitivamente de trincheira nas últimas décadas.
Os recentes vazamentos dos crimes de guerra americanos e, agora, das notas diplomáticas pelo site wikileaks mostra definitivamente que o protagonismo da divulgação de informação já se moveu da imprensa tradicional para o mundo em rede. Julian Assange, o criador do site, já vem sendo perseguido por agências de segurança que tentam descobrir e intimidar colaboradores do site. Muitas das notas que estão vazando dizem respeito ao Brasil, mas falta ainda uma grande história como a dos filmes antigos.
Talvez os thrillers modernos sejam diferentes, precisem de conspirações religiosas, como do Código Da Vinci. Então o próximo vazamento será algo assim: um embaixador brasileiro, conhecido por não gostar muito de mulheres, surpreende seus amigos com a notícia de seu casamento e uma lua de mel em Paris. A lua de mel é um pretexto para uma operação secreta em território europeu, envolvendo a maçonaria e seitas ocultas, para mover para o Brasil uma relíquia religiosa muito disputada ao longo dos séculos: o sagrado prepúcio de Jesus. A relíquia foi dada pelo imperador Carlos Magno ao papa no ano 800, tendo mudado de mãos várias vezes e, pela última vez, roubada em 1983 na cidade de Calcata, Itália. A conspiração se aprofunda com agentes da Opus Dei se associando ao cunhado de um amigo do embaixador e se mudando para ser vizinho de outro amigo dele. O caso promete suspense e grandes reviravoltas.
Assinar:
Postagens (Atom)